Nascia uma flor no seu olhar... Nascia esperança.
E aquele olhar que ferozmente me destruía assustava-me. Nascia força naquela mulher, uma força sem igual, um olhar animal.
- perdoe-me. Supliquei.
O silencio tomava conta daquela sala. Eu não sentia o vento, mas ainda assim sentia um ar frio tomando meu corpo, minha garganta era seca assim como minha alma. Eu não a reconhecia.
E olhando envolta pode ver o estrago que eu acabara de cometer. Os cacos do jarro que subitamente lancei contra ela ainda se espalhavam pelo chão.
Ela estava ali, Na minha frente como uma estatua, as lagrimas já não escorriam mais, pois agora ela se tornara gelo. Pedra fria, mórbida.
Eu a tinha perdido. E assim como o jarro, eu estava. Destruído como cacos espalhados pelo chão.
O vento que até então não soprava invadia aquela sala como um sopro de vida levando-a de lá. Como uma flor que desabrocha ela lançava-se para a vida deixando-me em pedaços pelo chão, triste, pequeno mortal vão.
Lindo... fiquei sem palavras, só tenho isso a dizer, lindo.
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